"O bom filho a casa torna", já diziam todas as pessoas com motivos suficientes para fazer essa afirmação. Como há de se esperar, eu, como em todo momento de turbulência nessa vida nem-tão-sofrida assim, volto para o lugar onde me expus primeiramente. Para minha válvula de escape que poucos tem a coragem (ou o interesse, sejamos realistas) de vir. Para o meu grito de liberdade. Para o espaço em que não há julgamentos. Para o infinito particular que é notável o crescimento - tanto na escrita, quanto nos assuntos e na pessoa que escreve. Para cá, onde eu posso escrever pontos no lugar de vírgulas como forma de expressão (LICENÇA POÉTICA!). Para onde a alma transborda pelos dedos. A alma e o coração.
Como toda bela desnaturada, volto pedindo desculpas para não-sei-o-quê (blog não é um ser) por ter abandonado esse espaço que já me foi tão acolhedor - e ainda é. As desculpas são aceitas, fui pela vontade e volto pelo coração. E voltei. Pela cabeça também, afinal estou aqui pois a minha não está das mais sãs e lúcidas. Desorganizada é a palavra: eu estou desorganizada. Desorganizada como seu quarto, após você passar 4 horas se arrumando para a noitada, jogar o guarda roupa inteiro na cama + maquiagens e afins, chegar de manhã, bêbada de sono/álcool/etc, jogar os sapatos em algum canto e se jogar (de roupa ainda) em algum lugar que você, ao acordar, não sabe como foi parar ali. Aí você acorda e vê tudo aquilo. Dá vontade de chorar, não há por onde começar a arrumação, você pensa em largar tudo e arranjar um quarto novo e arrumado, mesmo ele não sendo seu. E pra piorar tem a ressaca. É exatamente assim que está a minha cabeça. Tem como arranjar uma nova? Kd?
O que mais me surpreende ao passar por esse momento de pouquíssima sanidade é a falta que eu sinto em falar coisas banais e idiotas. Idiotas de legais, é importante frisar. Simples, divertidas. Como os assuntos que surgem numa tarde-sem-fazer-nada com a sua amiga do coração. Falar da série que você julgou 347 anos por ter segunda temporada porque o cara principal morreu e descobrir que na verdade ele tá vivo (!!!!!!!), do novo barraco da Bey e da incrível necessidade das suas amigas em ir para a I9 e te arrastar junto. Falo isso porque quando surgem momentos assim *confusos* tudo fica mais sério. As coisas ficam sérias. Os assuntos ficam sérios, sempre os mesmos, a ponto de eu me sentir cansativa falando e mais cansativa ainda por fazer outra pessoa ouvir. Sempre o mesmo do mesmo. Aliás, está tudo ficando muito sério e quanto mais eu tento sair dessa "zona seriedade e responsabilidade", mais eu entro nela. Responsabilidades vêm do nada, e ai-de-você se estiver despreparada. Tem que lidar, e lidar bem, pois lidar mal é sinal de fraqueza, imaturidade. Chega uma hora que você mesmo passa a querer seriedade: "tá na hora de ficar sério", "já tenho idade pra esse tipo de responsabilidade" (idade! o que é idade?). Passa a querer definições, rótulos, ocupar seu tempo, mais trabalho, mais dinheiro, mais independência, mais conhecimento, mais! Você é cobrado e se cobra, automaticamente. E quando você satura, pára e pensa, vem o seguinte: pra quê tudo isso, afinal?
Pra nada. Eu quero o que está faltando. Eu quero o simples. Depois de refletir sobre tudo isso, chego a conclusão de que a simplificação tem que partir de mim e as cobranças que eu mesma faço devem cessar e dar espaço ao tão desejado live high. É irônico, anseio tanto sua vinda, mas anseio traz ansiedade, e live high só tem espaço onde a ansiedade não tem vez. Tudo é muito irônico. Logo eu, olhe onde estou, olhe as minhas atitudes, olhe quem eu sou! Olhe. Pense. Agora pare, é o que eu estou dizendo. Pare de pensar, comece a sentir. Comece a sentir o que você precisa, o que você deseja. O que te impede de ter o que deseja? Você. Você é a distância entre o ponto que você está e o ponto que você quer chegar. (Ressalva: quando sua cabeça começa a falar em terceira pessoa com você mesmo, a coisa tá ficando séria. Relaxa!) Às vezes a nossa bagunça mental triplica os nossos problemas, e aquele problemão era só um probleminha que, com calma, seria resolvido. Relaxa e organiza.
Estar desorganizada me deixa ansiosa, mas a vontade de organizar, mesmo sem saber por onde começar, já me deixa mais tranquila. O meio de fazer isso acontecer é ter calma, relaxar a mente, entregar, aceitar, confiar e agradecer. Sorrir, sair, ver o Sol (here comes de the Sun!). O destino que eu quero, e que todo mundo deveria querer, na minha opinião, é o live high, e esse eu quero muito. Só falta o ponto de partida. Todos os problemas ficam pequenos diante de tudo isso e pensar em como é bom estar com a mente livre faz sorrir... imagine realmente estar assim, that's THE dream. Estar bem consigo mesmo é o melhor estado que se pode estar, o equilíbrio entre os quatro pilares: mente, a alma, o corpo e o coração. Adeus drama, venha tranquilidade. O único drama que eu to afim agora é das minhas séries, principalmente da segunda temporada de The Following (Joe, não me decepcione, não morra-de-mentira de novo).
É incrível como esse lugar faz bem. São 02h52 da manhã e eu tô leve, sem cansaço - corporal e mental. Isso é a mente transbordando pelas teclas? É. Finalizo então o meu retorno à válvula de escape, citando a minha imensa felicidade idiota em ter uma foto de perfil nova e com muitas curtidas no Facebook. Parece fútil, e é mesmo, mas eu to me sentindo... artística! com essa foto, como se ela expressasse exatamente o momento que eu to agora, como se ela expressasse meu interior, o espontâneo, o quando-ninguém tá vendo. "Birds flying high / you know how I feel..." Ok, nem tanto, mas é assim que vai acabar, feeling good, living high, do jeito que tem que ser.
Xxxxxxxxxxx (beijos, pros desinformados)
15 de maio de 2014
26 de outubro de 2012
CC
"Fechei os olhos e pedi um favor ao vento:
leve tudo o que for desnecessário.
Ando cansada de bagagens pesadas...
Daqui pra frente apenas o que couber no bolso e no coração."
Cora Coralina
leve tudo o que for desnecessário.
Ando cansada de bagagens pesadas...
Daqui pra frente apenas o que couber no bolso e no coração."
Cora Coralina
21 de maio de 2012
Caindo bem
Os velhos olhos vermelhos voltaram, dessa vez com o mundo nas costas e a cidade nos pés. Pra que sofrer se nada é pra sempre? Pra que correr, se nunca me vejo de frente? [...] Os velhos olhos vermelhos enganam, sem querer, parecem claros, frios e distantes, não têm nada a perder. [...] Por que chorar, se amanha tudo muda de novo? Parei de pensar e comecei a sentir. Capital Inicial, caindo muito bem.
26 de abril de 2012
"Sonhos que aprisionam"
"É provável que a felicidade, como coisa duradoura, não exista. Mas, se ela pode ser encontrada em algum lugar, ainda que de forma fugidia, é no presente. Para enxergá-la, precisamos estar de olhos bem abertos, livres das sombras do passado e das luzes que cegam no futuro. Não é fácil, mas quem disse que a vida é simples?" Ivan Martins
24 de abril de 2012
16 de abril de 2012
Não mais somente nas nuvens
Cá estou eu, mais uma vez, depois de muito tempo, escrevendo no meu baú de sempre, onde eu coloco as coisas menos coisas (e mais subjetivas, eu acho) que eu tenho e posso expressar com palavras. As coisas não estão nas nuvens, como no ultimo post de 437 meses atrás. A vida, bandida (rs), está cada vez mais me trazendo perguntas em vez de respostas. Acho que esse é o sentido da coisa, né... Cada vez mais dúvidas e menos soluções, para, propositalmente, irmos atrás dessas soluções, quase nunca milagrosas, e, depois de resolvidas, irmos novamente para outro conflito (conflitante rs).

Mas, apesar de não estar nas nuvens, estou muito bem. Bem com as partes mais importantes da minha vida. Nós (generalizando mesmo), reclamamos sempre de tudo, mas talvez sejam os malditos conflitos (de que tanto reclamamos) que deixem a vida do jeitinho que ela é, nem sempre justa, mas, se tiver com as medidas certas, muito boa.
Além do mais, se o andar da vida for sempre tranquilo, sem acontecimentos que precisam do nosso esforço pessoal, o que seria dela? Um cara muito legal sempre diz que sem esforço não se consegue nada. Sem suar não dá para progredir. Quanto mais se erra tentando, mais perto é a possibilidade do acerto. E é por causa do maldito conflito e das malditas barreiras que tanto reclamamos é que precisamos nos esforçar, e errar, e se esforçar mais, e errar novamente, e assim vai até o acerto, até a vitória. É isso. Sempre assim.
Não sei se existe essa coisa de felicidade completa. Alguém pode estar maravilhosamente feliz em um aspecto da vida, como é o meu caso, mas em outro, normalmente, ter algum problema. Mas, como eu acredito, existem as pessoas realmente felizes, que conseguem lidar com esses problemas e usufruir da felicidade, seja ela por nada *feliz por nada* ou por algum motivo especial. Me vejo nisso nesse momento, e a-d-o-r-o. (rs)
Sem cobrança, né... Afinal, quem consegue alcançar a felicidade plena? É bem melhor aprender a ficar bem com seus próprios botões.

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